Quem trabalha com tecnologia sente o impacto dos tributos desde o início das operações como pessoa jurídica. Em nossas conversas diárias, notamos a dúvida recorrente: afinal, Simples Nacional ou Lucro Presumido, qual escolher para uma empresa de tecnologia? Essa decisão influencia diretamente o valor pago em impostos, a burocracia do dia a dia e a capacidade de planejar o crescimento.
Nós, da Conte, lidamos diariamente com profissionais e empresas do setor tecnológico. A experiência nos mostrou que não existe resposta pronta, mas é possível tomar decisões melhores com informação, estratégia tributária e acompanhamento profissional personalizado.
Diferenças básicas entre Simples Nacional e Lucro Presumido
Antes de avaliar qual regime vale mais a pena, é importante entender como cada um funciona na prática para empresas de tecnologia.
- Simples Nacional: É um regime unificado de tributos federais, estaduais e municipais. Tem alíquotas progressivas conforme o faturamento anual.
- Lucro Presumido: A tributação é calculada com base em uma margem “presumida” do lucro da empresa sobre o faturamento. As alíquotas são fixas para cada imposto, com cálculos separados para IRPJ, CSLL, PIS e COFINS.
No Simples Nacional, tudo é recolhido em uma única guia (DAS). Já no Lucro Presumido, as guias são individuais. Isso muda o dia a dia e pode exigir uma gestão contábil mais robusta, especialmente ao lidar com volume maior de documentos ou operações internacionais.
Escolher o regime certo pode evitar surpresas desagradáveis no fim do mês.
Como o Simples Nacional favorece empresas de tecnologia?
Muitos profissionais de tecnologia começam no Simples Nacional, principalmente se atuam como MEI ou PJ que presta serviços diretamente para outras empresas. Existem vantagens claras neste regime:
- Burocracia reduzida, com obrigações acessórias simplificadas.
- Alíquotas iniciais mais baixas para quem fatura pouco.
- Pagamento unificado de tributos.
- Facilidade de emissão de notas fiscais para prestação de serviços no Brasil.
- Maior previsibilidade de quanto vai pagar de imposto mensal.
Contudo, existe um ponto de atenção: o Simples Nacional não permite deduzir despesas. Ou seja, seu imposto é calculado sobre o faturamento total, não sobre o lucro “real”. Isso pode pesar o caixa quando a operação cresce ou passa a ter muitos custos, especialmente com folha de pagamento.
Quais limitações o Simples Nacional impõe ao setor tech?
Apesar de sua simplicidade, o Simples Nacional tem regras bem definidas para empresas de tecnologia. Segundo nossa experiência com abertura de empresas e acompanhamento tributário, os principais desafios são:
- Limite de faturamento anual: atualmente, empresas no Simples podem faturar até R$ 4,8 milhões por ano.
- Serviços especializados (consultoria, desenvolvimento, suporte técnico) podem ser tributados em anexos menos vantajosos, com alíquotas mais altas.
- PJ que presta serviços para o exterior pode ter tratamento fiscal diferente.
Acesse nosso artigo completo sobre as opções do Simples para empresas de tecnologia para entender detalhes e exceções por atividade.
Quando o Lucro Presumido é mais vantajoso?
O Lucro Presumido costuma se tornar interessante para empresas de tecnologia que:
- Faturam acima de R$ 20 mil a R$ 30 mil por mês de forma recorrente.
- Possuem custos operacionais significativos.
- Realizam operações com o exterior, como exportação de serviços.
- Pretendem deduzir despesas (como salários, insumos, infraestrutura, marketing).

O modelo do Lucro Presumido permite planejar estratégias tributárias, reduzindo impactos fiscais conforme o perfil do negócio cresce. Nele, a empresa pode aproveitar créditos e deduzir várias despesas, o que faz sentido quando a lucratividade é apertada. Porém, a necessidade de controle contábil é maior, já que as regras são mais rigorosas e as obrigações acessórias são complexas.
O que analisar ao escolher entre Simples Nacional e Lucro Presumido?
Ao avaliar qual é o melhor para operar no setor de tecnologia, aconselhamos considerar mais do que apenas as alíquotas. Olhe para a saúde financeira da empresa, o modelo de negócio, o potencial de crescimento e o planejamento estratégico.
- Perfil de receitas e custos: Quanto maior a relação entre custos/despesas e faturamento, maior a tendência de optar pelo Lucro Presumido.
- Tipo de serviço: Desenvolvimento de software, consultoria, suporte, exportação. Cada atividade tem um tratamento específico.
- Projeção de crescimento: Se espera superar rápido o teto do Simples Nacional, pode ser estratégico migrar para o Lucro Presumido e já estruturar controles adequados.
- Volumes com o exterior: Empresas que exportam pagam menos imposto no Lucro Presumido, já que no Simples vários tributos continuam incidindo.
- Planejamento tributário personalizado: Uma análise sob medida, como fazemos na Conte, pode apontar cenários onde a troca de regime compensa.
Falamos sobre como montar um planejamento tributário para PJ tech no artigo Planejamento tributário: PJ tech em 2025 para quem quer se aprofundar.
Estratégia, futuro e o papel da contabilidade humanizada
No cenário tech, muitos negócios começam enxutos e evoluem rápido. Por isso, o acompanhamento de um contador pessoal faz diferença tanto na escolha do regime tributário quanto no redirecionamento quando a empresa cresce.
Na Conte, avaliamos o histórico da operação, conversamos para entender mudanças do mercado e reavaliamos o enquadramento tributário sempre que necessário. Sabemos que nem sempre é simples decidir, e orientar um crescimento sustentável é o que norteia nosso trabalho.
Contar com um profissional que conhece você e sua PJ vale mais do que fórmulas prontas.
Descubra mais dicas sobre tributação e planejamento fiscal em tecnologia em nosso blog, onde abordamos desde dúvidas básicas até estratégias avançadas para reduzir o peso dos impostos.

Como tomamos a decisão na prática?
Avaliamos ponto a ponto as variáveis:
- Faturamento atual e potencial
- Nível de custos e despesas
- Se presta serviços para o exterior
- Dinamismo do setor
- Necessidade de deduções fiscais
Nossos clientes relatam que escolher uma contabilidade com suporte humanizado e ágil faz toda a diferença, seja no Simples Nacional ou no Lucro Presumido.
Resumo: qual é melhor para empresas de tecnologia?
O Simples Nacional atende bem empresas menores, com faturamento inicial, pouca folha ou operação exclusivamente nacional, oferecendo facilidade e menor carga para quem está começando. O Lucro Presumido costuma ser melhor para empresas que crescem, têm muitos custos ou exportam, permitindo maior flexibilidade e planejamento.
A escolha correta depende sempre do momento da empresa, do modelo de negócio e do planejamento para os próximos passos. Como especialistas em contabilidade para tecnologia, sugerimos fazer uma análise personalizada, sem receio de migrar entre regimes se for vantajoso.
Decisões certas agora facilitam o crescimento saudável de sua operação de tecnologia.
Quer tomar essa decisão junto com quem entende? Fale com a equipe da Conte e descubra como podemos ser seu parceiro em todo o processo, desde a abertura da empresa até o dia a dia contábil, sempre com suporte humano e estratégia fiscal inteligente.
Perguntas frequentes
O que é Simples Nacional?
O Simples Nacional é um regime tributário simplificado para micro e pequenas empresas, onde tributos federais, estaduais e municipais são reunidos em uma única guia de pagamento, a DAS. Ele oferece alíquotas progressivas e burocracia reduzida.
O que é Lucro Presumido?
O Lucro Presumido é um regime no qual os impostos são calculados sobre uma margem de lucro estimada pelo governo, e não sobre o lucro real da empresa. Cada imposto é recolhido separadamente e há possibilidade de dedução de algumas despesas.
Qual é melhor para tecnologia?
A escolha ideal depende do faturamento, custos, tipo de atividade e operações com o exterior. Para negócios menores, o Simples Nacional tende a ser mais prático e com menor carga no início, enquanto o Lucro Presumido é recomendado para operações maiores ou complexas.
Como escolher entre Simples e Presumido?
O ideal é analisar o faturamento, custos, perspectiva de crescimento e se há interesse em deduzir despesas. Uma consultoria contábil, como fazemos na Conte, pode personalizar essa análise e indicar o regime mais adequado.
Vale a pena migrar de regime tributário?
Sim, pode valer muito a pena conforme a evolução do negócio. Se a empresa crescer, tiver novos tipos de receitas ou custos, migrar para outro regime pode gerar economia fiscal e adequação às necessidades da operação.
